Bandeira da República Portuguesa

Bandeira da República Portuguesa
Bandeira da República Portuguesa desde 30 de Junho de 1911 ( menos de um ano após a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 )

2012/10/20

A II Guerra Mundial - 1939 / 1945

            Causas da Segunda Guerra Mundial
Um conflito desta magnitude não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos dizer que vários fatores influenciaram o início deste conflito que se iniciou na Europa e, rapidamente, se espalhou pela África e Ásia.
Um dos mais importantes motivos foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas. Na Alemanha surgiu o nazismo, liderado por Hitler e que pretendia expandir o território Alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Guerra. Na Itália estava crescendo o Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini, que se tornou o Duce da Itália, com poderes sem limites.
Para Hitler, era fundamental criar uma "nova ordem" na Europa, baseada na superioridade alemã, na exclusão - eliminação física incluída - de minorias étnicas como os judeus, na supressão das liberdades e dos direitos individuais e na perseguição de ideologias liberais, socialistas e comunistas.
Tanto a Itália quanto a Alemanha passavam por uma grave crise económica no início da década de 1930, com milhões de cidadãos sem emprego. Uma das soluções tomadas pelos governos fascistas destes países foi a industrialização, principalmente na criação de indústrias de armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios, tanques etc).
Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região. Estes três países, com objetivos expansionistas, uniram-se e formaram o Eixo. Um acordo com fortes características militares e com planos de conquistas elaborados em comum acordo.
O Início
O marco inicial ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polónia. De imediato, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos : Aliados (liderados por Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos) e Eixo (Alemanha, Itália e Japão ).
Desenvolvimento e Fatos Históricos Importantes:
- O período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e territórios da Líbia.
- Em 1941 o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacífico (Havaí). Após este fato, considerado uma traição pelos norte-americanos, os Estados Unidos entraram no conflito ao lado das forças aliadas.
- De 1941 a 1945 ocorreram as derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos alemães no rigoroso inverno russo. Neste período, ocorre uma regressão das forças do Eixo que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força nas frentes de batalhas. - O Brasil participa diretamente, enviando para a Itália (região de Monte Cassino) os pracinhas da FEB, Força Expedicionária Brasileira. Os cerca de 25 mil soldados brasileiros conquistam a região, somando uma importante vitória ao lado dos Aliados.
 


A partir de 1943, os exércitos aliados foram recuperando território passo a passo. Os Soviéticos obrigaram os Alemãs a retroceder e os Norte-americanos ocuparam parte da Itália. Em Junho de 1944, os Aliados efectuaram um espectacular desembarque nas praias da Normandia. O exército alemão não conseguiu responder ao ataque combinado e teve de retroceder.

O desembraque na Normandia


Final e Consequências
 
Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945 com a rendição da Alemanha e Itália.


                                                A derrota do Eixo

Assinatura da rendição do Japão
Apesar da evidente superioridade militar aliada, as tropas alemãs resistiram durante meses. A 30 de Abril de 1945, Hitler suicidou-se. A 7 de Maio, o seu sucessor, o almirante Donitz, assinou a capitulação alemã. A 14 de Agosto, o imperador do Japão rendeu-se incondicionalmente
 
O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atómicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki. Uma ação desnecessária que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição nestas cidades.
 
 
bomba atômica
Bomba Atómica explode na cidade japonesa de Hiroshima
Os prejuízos foram enormes, principalmente para os países derrotados. Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. O racismo esteve presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazis mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus.
Com o final do conflito, em 1945, foi criada a ONU ( Organização das Nações Unidas ), cujo objetivo principal seria a manutenção da paz entre as nações. Inicia-se também um período conhecido como Guerra Fria, colocando agora, em lados opostos, Estados Unidos e União Soviética. Uma disputa geopolítica entre o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético, onde ambos países buscavam ampliar suas áreas de influência sem entrar em conflitos armados.
 
Sabias?
- O dia 8 de maio é o Dia Mundial em memória dos que morreram durante a Segunda Guerra Mundial.

Manuel António Pina ( O gato das Letras ) 1943 / 2012

 
"As nossas lágrimas folheiam os teus livros"
( Francisco José Viegas - Secretário de Estado da Cultura)
 
O escritor que nasceu, em 1943, no Sabugal, na Beira Alta, vivia no Porto desde os 17 anos numa casa com muitos gatos, que lhe davam material de sobra para os poemas. Conta-se, e foi relatado no “JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias” em 2001, que durante a visita a uma exposição de retratos de escritores portugueses na Feira do Livro de Frankfurt, Helmut Kohl terá parado em frente da fotografia de Manuel António Pina e de um gato e perguntado quem era o escritor. Responderam-lhe que era “o do bigode”. E o chanceler terá dito: “Bigodes têm os dois”.  
 
"Pina não gosta de festas ou da vida social, é bicho de afectos domésticos, talvez pelo nomadismo a que foi obrigado durante a infância, fruto da profissão paterna. Por ser funcionário das Finanças, o pai não podia ficar mais de seis anos em cada terra.
Por isso, não gosta de sair do lar, do círculo de amigos, do café habitual. «Viajar é perder amigos», diz sem hesitação...  Com alma de solitário, começou a escrever para espantar os medos, ainda antes de se fixar, finalmente, num lugar, e foi só aos 17 anos, no Porto. Começou com uns versinhos em dísticos, ainda criança, para vencer um medo muito concreto, de uma trovoada."
 
Num dos seus muitos poemas escreve:
"A alegria da viagem é o regresso a casa."

Foi só depois do nascimento das suas filhas, a Sara em 1970 e a Ana em 1974, que começou a escrever literatura infantil. Em 1988 recebeu o Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) pelo conjunto da sua obra neste domínio
 
Morreu sexta-feira à tarde, dia 19 de Outubro, no Porto, o escritor e jornalista Manuel António Pina. Galardoado em 2011 com o Prémio Camões, o mais importante da Língua Portuguesa, tem uma vasta obra de poesia e literatura infantil, sendo também autor de inúmeras peças de teatro e de livros de ficção e de crónica.

Foi galardoado em 2011 com o importante Prémio Camões, e a sua vasta obra é fundamentalmente constituída por poesia e literatura infantil, sendo também autor de inúmeras peças de teatro e de livros de ficção e de crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e televisão e editadas também em disco.

Prémio Camões que lhe foi atribuído em 2011, Manuel António Pina foi distinguido ao longo da sua longa carreira literária e jornalística com inúmeros prémios, nomeadamente o Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (1978) ; Prémio Gulbenkian (1987); Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas (1993); Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários" (2002); Prémio de poesia Luís Miguel Nava (2003) e Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (2005).A sua obra está traduzida em França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.



A obra de Manuel António Pina.
1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil)
1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia)
1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil)
1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil)
1978 - Aquele que quer morrer (poesia)
1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia)
1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia)
1983 - "Os dois ladrões" (teatro)
1984 - "Nenhum sítio" (poesia)
1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil)
1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil)
1986 - Os piratas(ficção)
1989 - "O caminho de casa" (poesia)
1987 - "O inventão" (teatro)
1991 - "Um sítio onde pousar a cabeça" (poesia)
1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia)
1993 - "Farewell happy fields" (poesia)
1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil)
1994 - "Cuidados intensivos" (poesia)
1994 - "O anacronista" (crónica)
1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil)
1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro)
1999 - "Nenhuma palavra, nenhuma lembrança" (poesia)
1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil)
2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia)
2001 - "A noite" (teatro)
2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil)
2002 - "Poesia reunida" (poesia)
2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro)
2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica)
2003 - Os livros (poesia)
2003 - "Os papéis de K." (ficção)
2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil)
2005 - "Queres Bordalo?" (ficção)
2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso " por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil)
2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas)
2008 - "Gatos" (poesia)
2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro)




Links para as entrevistas ao Público / Visão em 2009 :
http://www.publico.pt/Cultura/entrevista-toda-a-verdade-sobre-os-gatos-o-cao-o-pooh-e-o-pina_1493879?p=8

http://visao.sapo.pt/entrevista-a-manuel-antonio-pina=f692243

2012/10/17

Adriano Correia de Oliveira - comemoração do 30ª aniversário da sua morte

Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira  (Porto, 9 de Abril de 1942Avintes, 16 de Outubro de 1982) foi um músico português. Mudou-se para Avintes ainda com poucos meses de vida.

 

 

Intérprete do fado e cantor de intervenção, foi criado no seio de uma família católica, num ambiente que descreveu como «marcadamente rural, entre videiras, cães domésticos e belas alamedas arborizadas com vista para o rio». Depois de frequentar o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959. Viveu na Real República Ras-Teparta, foi solista no Orfeon Académico, membro do Grupo Universitário de Danças e Cantares, actor no CITAC, guitarrista no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica e jogador de voleibol na Briosa. Na década de 1960 adere ao Partido Comunista Português, envolvendo-se nas greves académicas de 62, contra o salazarismo. Nesse ano foi candidato à Associação Académica de Coimbra.
Data de 1963 o seu primeiro EP, Fados de Coimbra
Em 1966 casa-se com Matilde Leite, com quem teria dois filhos, Isabel, em 1967 e José Manuel, em 1971. Chamado a cumprir o Serviço Militar, em 1967, ficaria a uma disciplina de se formar em Direito.
Vítima de uma hemorragia esofágica, morreu na quinta da família, em Avintes, nos braços da mãe.
A 24 de Setembro de 1983 foi feito Comendador da Ordem da Liberdade e a 24 de Abril de 1994 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, ambos a título póstumo.
 

2012/10/16

Histórias com juízo - Mário Castrim


O Cisne

 


 

Cisne branco

na água azul

 
              e lá no fundo

a imagem dele.

 
           O que é

o que é

que está na água

e não se molha?

 
           Não sabes

sê franco…

 
É a sombra azul

do cisne branco.

 

Mário Castrim (Histórias com juízo)

Mário Castrim - "Estas são as letras"


2012/10/15

Mário Castrim

Mário Castrim
31 de Julho de 1920 -  15 de outubro de 2002
 

    Foi casado com a conhecida escritora Alice Vieira , que , ao celebrar 10 anos da sua morte, publicou no facebook alguns dos seus poemas inéditos.

No retrato velho hoje cinzento
estava toda a família reunida.
--Este aqui és tu.
Este tu era eu-- três anos, caracóis, calções
colete, botas.

Este sou eu.
É preciso guardar as provas. Os documentos.
Se um dia me fecharem as cancelas e
não me deixarem passar, aponto logo:
--Este sou eu.

--Passe -- dirá o guarda que deve haver
na eternidade -- e boa viagem, sim?

--Claro --dirá o menino
que entretanto busca em mim 
as sete diferenças 
como costuma fazer no desenho
do suplemento do jornal.

 
Mário Castrim - poema inédito
 

 Literatura Infantil

 
Sinopse
«Chamava-se Arabé e o seu dono dizia que era um animal perigoso. Por isso, para o distinguir dos outros cavalos, lhe atou ao pescoço um lenço amarelo... Mas a realidade é bem diferente. Arabé apenas luta pelo seu direito à vida, o seu direito a não ser apenas uma coisa nas mãos de certa gente. Arabénão foge dos homens. Pelo contrário, quer partilhar com eles a aventura do trabalho e da felicidade. Este livro é um relato dessa aventura.»
                                      
Testemunho de Alice Vieira, em 15 de Outubro de 2012, no    facebook:

"Hoje tenho mesmo de agradecer, e muito, aos alunos do Colégio Boa Nova, no Estoril. Eu vinha a um canto da carruagem do metro, sem nenhuma vontade de rir, porque hoje é um dia complicado para mim, quando ,de repente, numa estação as portas se abrem e a carruagem é completamente tomada de assalto por um bando de catraios de uniforme escolar, e duas ou três corajosas professoras que os guiavam. Olham para mim. Reconhecem-me. O que se pasou depois deixo à vossa imaginação criadora... Palmas, vivas, "a sério que és mesmo a Alice Vieira?", fotografias para a posteridade, e eu só ria que parecia tão maluca como eles... Iam visitar o "DN" ("trabalhei lá 17 anos", digo eu; "17 anos??? Nem sei o que isso é...", responde um deles). Sairam no Marquês. Ainda me ria quando saí em S.Sebastião. "

Bio-bliografia de Ana Saldanha


1. Quando e onde nasceu ?
 
A escritora Ana Saldanha nasceu na cidade do Porto em 1959 e vive actualmente na Irlanda.
 
2. Onde estudou ( qual a sua formação académica ) ?
 
Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante Estudos Portugueses e Ingleses, em 1981, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 1992 fez o Mestrado em Literatura Inglesa , em Birmingham e em 1999 doutorou-se em Literatura Infantil e Teoria da Tradução pela Universidade de Glasgow. Ensinou Inglês a portugueses do Porto e Português a ingleses de Birmingham e Glasgow.
 
3. Livros publicados e prémios recebidos
 
1994 - Romance Juvenil " Três semanas com a avó" - Menção honrosa,Prémio Adolfo Simões Muller;
1995 - Romance " Círculo Imperfeito" - prémio Cidfade de Almada;
1996 - Romance juvenil  "Uma questão de cor " - Finalista do Prémio UNESCO da Literatura Infanto- Juvenil em prol da tolerância ( 1997) ; romance seleccionado para as Olimpíadas da leitura em 1996.
 
 Ana Saldanha publicou mais de 3 dezenas de obras e é considerada uma das melhores escritoras Portuguesas para jovens. A maioria dos seus livros foram publicados pela Editorial Caminho.

Gosto disto !

Em Setembro a minha vida mudou. Vim morar para Lisboa, por isso mudei de casa, de escola e ganhei novos amigos. A casa nova é muito bonita e tem jardim e cave. Eu ganhei uma cama nova e os meus irmãos ficaram com o meu antigo beliche.
A escola nova também é pública, mas é mais pequena que a de Setúbal. Chama-se Escola Básica Integrada de S. Bruno.
Aqui há muitos amigos que gostam de mim, como eu gosto deles. Em Caxias é mais divertido do que em Setúbal. Em Setúbal havia muito barulho, alguns meninos comiam de boca aberta e eram mal educados. Aqui não!
A minha turma é simpática e são todos meus amigos como eu sou deles. Seremos amigos para sempre !
Eu quero que tudo corra bem para passar de ano. Eu vou tentar trabalhar mais para passar para o sétimo ano como todos os meus colegas, que também vão passar. Vou fazer o meu melhor!
 
De Setúbal até Caxias...

D. Pedro IV

D. Pedro IV nasceu no Palácio de Queluz a 12 de Outubro de 1798 , tendo falecido no mesmo palácio, a 24 de Setembro de 1834. Foi sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora, sendo transladado para o Brasil em 1972.
 
 
(...) Tendo abdicado duas coroas, o ex-imperador do Brasil e ex-rei de Portugal, reduzido ao título de duque de Bragança, abandona o Brasil e dirige-se para a Europa com a filha D. Maria II, rainha de nome, por cujo trono se batiam os liberais portugueses espalhados pela Europa, ou reunidos na ilha Terceira. O duque de Bragança decide empenhar-se pessoalmente na solução do pleito e a 3 de Março de 1832 assume a regência e nomeia um ministério do qual faz parte Mouzinho da Silveira. Data de então a fase decisiva da luta entre liberais e absolutistas, caracterizada, fundamentalmente, pela revolucionária legislação de Mouzinho e pelo entusiasmo e abnegação de D. Pedro, na preparação da expedição militar que, dos Açores, chegará às costas portuguesas (no Norte, próximo de Mindelo), para sentar no trono a jovem soberana e impor a Carta. E nos longos meses do cerco do Porto que o regente, não obstante os defeitos de carácter e de educação, dá a plena medida da pertinácia e dedicação pela causa que encabeçava. A convenção de Évora Monte põe fim a esta cruel guerra civil, e exila o rei absoluto. Pouco mais viveria D. Pedro: só o tempo suficiente para ver as Cortes reunidas de acordo com a carta, tendo falecido 4 dias após o começo do reinado de D. Maria II; apenas com 36 anos. Apaixonado, incoerente e corajoso, o nome e a actuação de D. Pedro são indissociáveis da experiência liberal portuguesa, que assinala o início do Portugal contemporâneo: mal ou bem, melhor ou pior, o possível Portugal contemporâneo e europeu principiou aí.

Clica na imagem da Carta Constitucional Portuguesa de 1826, para conheceres melhor as características deste novo e importante texto.
Quaisquer dúvidas, poderão ser colocadas quer à tua professora de Português, quer à tua professora de História.

Alfredo Keil - 1850 / 1907

                  Um homem entre séculos
                           ALFREDO KEIL
 
Clica na imagem para saberes quem foi Alfredo Keil, conhecido  para a maioria dos portugueses apenas por ter sido o autor da música do Hino Nacional. Mas este português de origem alemã foi, além de compositor, também escritor, poeta, fotógrafo, pintor e coleccionador de obras de arte.
 

2012/10/10

5 de outubro de 1910 - WORDLE ; Bandeira Portuguesa antes e depois de 1910 - PPT

Wordle: 5 de Outubro

Clica na imagem acima para a aumentar e tornar legível !

 
Clica na imagem para veres o powerpoint (ppt) elaborado pela tua colega, Ana Mendes, nº1 do 6A .

Columbano Bordalo Pinheiro

 


Auto-retrato de Columbano Bordalo Pinheiro.
 
 

 
Columbano Bordalo Pinheiro (Lisboa, 21 de Novembro de 1857Lisboa, 6 de Novembro de 1929) foi um pintor naturalista e realista português.

 

Biografia

Columbano era o quarto filho do escultor e também pintor Manuel Maria Bordalo Pinheiro e de sua esposa Augusta Maria de Carvalho Prostes. Entre seus irmãos estava o caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro.[1] Iniciou a sua formação na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Simões de Almeida, um afamado escultor do romantismo português.
Anos após completar a sua formação, rumou a Paris, beneficiado por uma bolsa de estudos custeada pelo rei consorte D. Fernando II de Portugal, já viúvo da rainha D. Maria II de Portugal. Ali ele recebeu a influência de pintores como Manet e Edgar Degas, sendo esta notável na sua obra.
Na "cidade-luz", Columbano representou-se, em 1882, numa grande exposição, no famoso "Salon de Paris". Nesta apresentou ao público, maioritariamente burguês, o quadro Soirée chez Lui, surpreendentemente aclamado pela difícil crítica de artes parisiense.
De regresso a Portugal, juntou-se ao "Grupo do Leão", o qual tencionava renovar a estética das composições na arte do país. Deste período ficaram celebres os retratos de Ramalho Ortigão, Teófilo Braga, Eça de Queirós e Antero de Quental, por ele pintados. Para além disto, deu nova ênfase aos palácios lisboetas, ao pintar os painéis que se encontram na sala de recepções do Palácio de São Bento, os Painéis dos Passos Perdidos.
Tornou-se, em 1901, professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde se formara na sua juventude. Em 1914, Bordalo Pinheiro foi nomeado pelo novo regime republicano, então recentemente instaurado, para o cargo de director do Museu Nacional de Arte Contemporânea (1911), sucedendo a Carlos Reis.

[1]

Rafael Bordalo Pinheiro

( Lisboa, 21 de Março de 184623 de Janeiro de 1905) foi um artista português, de obra vasta dispersa por largas dezenas de livros e publicações, precursor do cartaz artístico em Portugal, desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e social, jornalista, ceramista e professor. O seu nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso, imprimindo-lhe um estilo próprio que a levou a uma visibilidade nunca antes atingida. É o autor da representação popular do Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português.

Zé Povinho - Caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro



Zé Povinho fez 135 anos a 24 de junho de 2010