Bandeira da República Portuguesa
Bandeira da República Portuguesa desde 30 de Junho de 1911 ( menos de um ano após a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 )
2012/10/20
Arístides Sousa Mendes ( 1885 / 1954 )
Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu a 19 de Julho de 1885, em Cabanas de Viriato (Carregal do Sal), localidade situada a cerca de 30km a sul de Viseu. Pertencia a uma família aristocrática e católica da Beira-Alta. O pai, José de Sousa Mendes, terminou a carreira de juiz no Tribunal da Relação de Coimbra. A mãe, Maria Angelina do Amaral e Abranches, também da região, descendia da “Casa de Midões”, uma Casa com tradições “Liberais”. Aristides de Sousa Mendes tinha um irmão gémeo, César, e um irmão mais novo, José Paulo.
Aristides cursou Direito na Universidade de Coimbra, juntamente com seu irmão César, tendo sido um dos seis melhores estudantes do seu curso. De
pois de se licenciar, em 1907, com 22 anos, fez o estágio de advocacia, tendo defendido alguns casos no início da sua carreira.
Em 1910, ainda durante a monarquia, Aristides e César ingressaram na Carreira Diplomática. Aristides exerceu funções como Cônsul de
Carreira na Guiana Britânica, em Zanzibar, no Brasil (Curitiba e Porto Alegre), nos Estados Unidos, (San Francisco e Boston), em Espanha (Vigo), no Luxemburgo, na Bélgica e, finalmente, em França (Bordéus).
Casado com sua prima direita Maria Angelina, em 2009, a família de Aristides de Sousa Mendes foi crescendo a par da sua carreira diplomática. Assim, quatro dos seus filhos nasceram em Zanzibar, dois no Brasil, dois nos Estados Unidos, um em Espanha, dois na Bélgica e três, perfazendo o total de 14, em Portugal. Valorizando a presença da família, Aristides de Sousa Mendes optou por nunca dela se separar, assegurando a educação dos seus filhos, em todos os países por onde passou.
Com o eclodir da
Segunda Guerra Mundial e o exército alemão a avançar pela França dentro no Verão
de 1940, Bordéus, cidade fronteiriça entre França e Espanha, torna-se refúgio de
muita alma fugida do norte da Europa e o consulado português é visto como a
"tábua de salvação" por milhares de pessoas que lá se amontoam na esperança de
obterem um visto de entrada ou salvo-conduto para puderem atravessar Espanha e
entrar em Portugal com destino
ao continente americano.
Contrariando a circular n.º 14, de 13 de Novembro de 1939, que
proibia a concessão de vistos a certas categorias de refugiados, especialmente
judeus, Aristides, depois de passar vários dias de cama com febre e espasmos
nervosos, face à desgraça humana que desfilava pelas ruas de Bordéus, toma a
decisão, movido pela sua consciência, de passar vistos a todos quantos
necessitem. Num ímpeto, a notícia corre célere entre os refugiados: o cônsul
português dava vistos e o casarão nas margens do rio Garona é "invadido" por
judeus, polacos e outros indesejados aos olhos dos nazis. Impossível se torna
controlar aquela multidão em desespero, e em plena conjugação de esforços com a
mulher, os filhos e José Seabra, secretário consular, os passaportes são
recolhidos em sacos e três dias a fio o diplomata não se deita para assinar
interminavelmente o documento que permitia a vida e a salvação. Dias mais tarde,
desloca-se ao consulado de Baiona, que se encontra sob jurisdição do de Bordéus,
onde empreende uma nova "operação de salvamento", chegando ao ponto de mandar
colocar uma mesa do consulado na rua, para facilitar a passagem de vistos.
Salazar, ao tomar conhecimento da insubordinação de Sousa Mendes, dá instruções
para que este regresse de imediato a Lisboa, escoltado por dois diplomatas, sob
prisão.
Com este gesto, Aristides salvou a vida a mais de trinta mil
refugiados - um terço deles judeus
A 23 de Junho de 1940, Salazar determina o seu afastamento do cargo, e envia o Embaixador Teotónio Pereira. Em Portugal, Sousa Mendes solicita, em vão, uma audiência a Oliveira Salazar, mas este Salazar determina, a 4 de Julho, a abertura de um processo disciplinar ao diplomata que é instaurado a 1 de Agosto de 1940.
Como consequência, Aristides de Sousa Mendes é afastado da Carreira Diplomática e afastado de qualquer actividade profissional, sendo ostracizado pelos seus pares, familiares e amigos. Os filhos, perseguidos e não podendo encontrar trabalho em Portugal, são obrigados a emigrar.
Dois deles, logo em 1943, juntam-se ao exército americano e até participam na invasão da Normandia a 6 de Junho de 1944.
A 4 de Julho de 1940, Salazar ordena a abertura de um processo disciplinar contra Aristides de Sousa Mendes.
O processo é instruído por Francisco de Paula Brito Júnior a partir de 19 de Agosto
. A 30 de Outubro Salazar condena-o a «um ano de inactividade, com direito a metade do vencimento, devendo em seguida ser aposentado». No entanto, esta determinação não é cumprida, sendo Sousa Mendes pura e simplesmente expulso da carreira, sem passar à situação de aposentação. Fica interdito até de trabalhar como advogado.
Elabora a sua própria defesa, argumentando que agiu em defesa dos valores éticos e humanitários e solicita por diversas vezes uma audiência a Salazar, que nunca o recebe e se mantem implacável na sua decisão.
Entre 1940 e 1954, Aristides entra num processo de “decadência”, perdendo, mesmo, a titularidade do seu gesto salvador pois, Salazar apropria-se desse acto. Através da propaganda do Estado Novo, os jornais do regime louvam Salazar: “Portugal sempre foi um país cristão” é o título de um Editorial do Diário de Notícias do mês de Agosto de 1940, em que Salazar é louvado por ter salvo refugiados no Sul de França. Até Teotónio Pereira, reclama, nas suas “Memórias”, a acção de Aristides de Sousa Mendes como sendo de sua autoria! O cônsul morre a 3 de Abril de 1954.
Outros não judeus que ajudaram a salvar milhares de pessoas durante a 2ª guerra Mundial.
Muitos foram os civis anónimos que, pelo mundo, ajudaram a salvar milhares de judeus destinados ao extermínio. Certo é que muitos continuam por conhecer, pois que a sua identidade se manteve sempre escondida por motivos de segurança.
Raoul Wallenberg, nascido em Estocolmo, na Suécia ,em 4 de Agosto de 1912. foi uma fígura de destaque. Em Israel, uma árvore foi plantada em sua homenagem no "Bosque dos Justos".
Clica no seu nome e abrirás uma página que fala sobre ele.
E ainda outros que se conhecem.
Se quiseres saber a sua história procura na net.
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| Um dos muitos documentos falsos emitidos para salvar judeus |
Outros não judeus que ajudaram a salvar milhares de pessoas durante a 2ª guerra Mundial.
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| Raoul Wallenberg |
Muitos foram os civis anónimos que, pelo mundo, ajudaram a salvar milhares de judeus destinados ao extermínio. Certo é que muitos continuam por conhecer, pois que a sua identidade se manteve sempre escondida por motivos de segurança.
Raoul Wallenberg, nascido em Estocolmo, na Suécia ,em 4 de Agosto de 1912. foi uma fígura de destaque. Em Israel, uma árvore foi plantada em sua homenagem no "Bosque dos Justos".
Clica no seu nome e abrirás uma página que fala sobre ele.
E ainda outros que se conhecem.
Se quiseres saber a sua história procura na net.
Irena Sendler ( 1910-2008)
A Mãe das crianças do Holocausto
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| Irene Sendler |
| A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade. |
Quando a Alemanha Nazi invadiu o país em 1939, Irena era Assistente Social no Departamento de bem estar social de Varsóvia, trabalhava com enfermeiras e organizava espaços de refeição comunitários da cidade com o objectivo de responder às necessidades das pessoas que mais necessitavam. Graças a ela, esses locais não só proporcionavam comida para órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam roupas, medicamentos e dinheiro. Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas.
Em 1942, os nazis criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. Ela mesma contou:
| “ | Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas estava a luta contra as doenças contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes para outras colaboradoras. Como os alemães invasores tinham medo de que ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos controlassem o recinto. | ” |
Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade e para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus filhos e eles lhe perguntavam:
"Podes prometer-me que o meu filho viverá?". Disse Irena, "Que podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam sair do gueto?" A única certeza era a de que as crianças morreriam se permanecessem lá. Muitas mães e avós eram reticentes na entrega das crianças, algo absolutamente compreensível, mas que viria a se tornar fatal para elas. Algumas vezes, quando Irena ou as suas companheiras voltavam a visitar as famílias para tentar fazê-las mudar de opinião, verificavam que todos tinham sido levados para os campos da morte.
Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacos de batatas, caixões... nas suas mãos qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.
Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e por isso não fica satisfeita só por manter com vida as crianças. Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. Concebeu então um arquivo no qual registrava os nomes e dados das crianças e as suas novas identidades.
Os nazis souberam dessas actividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: "Jesus, em Vós confio", e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional".
Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Em 1944, durante o revolta de Varsóvia, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se ela morresse. Ao acabar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação dos judeus sobreviventes. Lamentavelmente, a maior parte das famílias das crianças tinha sido morta nos campos de extermínio nazis.
De início, as crianças que não tinham família adoptiva foram cuidadas em diferentes orfanatos e, pouco a pouco, foram enviadas para a Palestina.
As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um homem chamou-a por telefone e disse-lhe:
| “ | Lembro-me de seu rosto. Foi você quem me tirou do gueto. | ” |
E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.
Em 1965, a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel.
As autoridades de Oświęcim (Auschwitz) expressaram o seu apoio a esta candidatura, já que consideraram que Irena Sendler era uma dos últimos heróis vivos da sua geração, e que tinha demonstrado uma força, uma convicção e um valor extraordinários frente a um mal de uma natureza extraordinária.
O prémio desse ano (2007) foi, no entanto, entregue a um jornalisgta , ecologista e político norte-americano pela sua defesa do meio ambiente...
Com ou sem prémio Nobel, Irene Sendler jamais será esquecida !
O Holocausto Nazi
O HOLOCAUSTO
NAZI
O Holocausto Nazi
consistiu em por em prática um plano de genocídio da
população Judaica e de outras minorias étnicas.
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| Durante o holocausto milhares de ciganos foram perseguidos e mortos. |
Em 1933 a vida dos Judeus
era normal e estável, ou seja, iam à escola, brincavam, iam ao teatro, cinema,
tinham os seus negócios e tudo que um cidadão alemão fazia.
Com a subida de Hitler ao poder
estava instalada na Alemanha uma ditadura absoluta, que era alimentada por uma
ideologia nazi racista (só existe uma raça superior - a raça ariana . As outras
raças eram um factor de perturbação na sociedade e haveria que destrui-las ou
então teriam de servir a raça superior), com isto começa uma perseguição aos
Judeus .
As SS haviam sido criadas como guarda pessoal de
Hitler e seriam a
vanguarda do movimento nazi para confirmar o povo alemão como raça superior. O
chefe das SS (Himmler) pediu aos
alemães que seguissem as teorias genéticas nazis e melhorassem a raça. O Estado
concedia empréstimos para encorajar os casais a terem mais filhos e as mães com
muitos filhos recebiam medalhas.
Os judeus começam por ser
obrigados a registarem-se e a usar uma ligadura com uma estrela de
David amarela no braço, para
não se confundirem com a raça Alemã e para mais facilmente serem
identificados.
Pelas ruas Alemãs vêem-se
as primeiras frases contra os judeus como: "Nicht für Juden", (interdito a
judeus ) ou "porcos Judeus". Estes vêem a sua vida a entrar num beco sem saída,
pois são constantemente perseguidos, humilhados e mal tratados na rua.
Por
exemplo, os alemães iam buscar raparigas judias a casa e obrigavam-nas a
esfregar as ruas, escolhiam homens ao acaso e espancavam-nos à frente de todos
os Alemães, que se limitavam a assistir.
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| Crianças judias expulsas das escolas Judeus ! Aqui não são desejados... |
Os judeus que tinham
possibilidades tomavam as devidas precauções para conseguir sair do país. Quanto
aos outros teriam que se sujeitar ao domínio de Hitler.
Em 1933/35 são publicadas
as leis raciais e são
retiradas as lojas e negócios aos judeus, os médicos são proibidos de exercer a
sua profissão, nenhum judeu pode ter um cargo político e é lhes retirado o
direito de cidadão, ou seja, não são considerados cidadãos alemães.
Em 1938 dá-se a
"Kristallnacht",
(Noite de Cristal), mais de 200 sinagogas são destruídas, 7500 lojas fechadas,
30 000 judeus do sexo do masculino enviados para campos de concentração. Neste
mesmo ano, foram construídos os primeiros ghettos na Alemanha,
onde isolavam os judeus do mundo exterior (separados por um muro). Cerca de 600
000 judeus morreram em ghettos com
fome e doenças .
Hitler decide então
começar a eliminar em maior número os judeus. Para isso os Einsatzgruppen capturavam e levavam os judeus para valas, onde eram obrigados a
despirem-se, para em seguida serem mortos a sangue frio. Nestes momentos a dor,
o choro, os gritos e os tiros misturavam-se no ar . É então que em 1941 se
encontra a "Solução Final"
Os Judeus eram capturados
e levados em comboios para os campos de concentração. O que ficou mais conhecido foi o de Auschwitz. Mas
muitos deles não conseguiam chegar com vida, pois morriam com doenças e fome,
porque a viagem era muito longa e as condições higiénicas não eram as melhores,
visto que viajavam em vagões para o gado, apinhados e só havia um balde para as
necessidades. Não havia água nem alimentos. Com isto muitos judeus morriam ou
adoeciam. Quanto aos outros (aqueles que aguentavam a viagem) não sabiam para
onde iam nem o que os esperava embora lhes tivesse sido dito quando embarcaram
nos comboios que iam emigrar para trabalhar no Leste da Europa.
Chegados aos campos eram
separados por filas de mulheres, outras de homens e de crianças. Aqueles que
estavam em condições físicas iriam trabalhar, (pensando que iriam sobreviver),
os outros seriam imediatamente mortos. Os judeus eram levados para as câmaras de
gás, onde se despiam e em seguida eram mortos com gás. Depois os corpos eram
queimados em crematórios ou então faziam-se algumas atrocidades, como :
utilização da pele para candeeiros ou experiências médicas com as
crianças
A II Guerra Mundial - 1939 / 1945
Causas da Segunda Guerra Mundial
Um
conflito desta magnitude não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos
dizer que vários fatores influenciaram o início deste conflito que se iniciou na
Europa e, rapidamente, se espalhou pela África e Ásia.
Um
dos mais importantes motivos foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, de
governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas. Na
Alemanha surgiu o nazismo, liderado por Hitler e que pretendia expandir o
território Alemão, desrespeitando o Tratado de
Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Guerra. Na Itália
estava crescendo o Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini, que se
tornou o Duce da Itália, com poderes sem limites.
Para Hitler,
era fundamental criar uma "nova ordem" na Europa, baseada na superioridade
alemã, na exclusão - eliminação física incluída - de minorias étnicas como os
judeus, na supressão das liberdades e dos direitos individuais e na perseguição
de ideologias liberais, socialistas e comunistas.
Tanto
a Itália quanto a Alemanha passavam por uma grave crise económica no início da
década de 1930, com milhões de cidadãos sem emprego. Uma das soluções tomadas
pelos governos fascistas destes países foi a industrialização, principalmente na
criação de indústrias de
armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios, tanques
etc).
Na
Ásia, o Japão também
possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e
ilhas da região. Estes três países, com objetivos expansionistas, uniram-se e
formaram o Eixo. Um acordo com fortes características militares e com planos de
conquistas elaborados em comum acordo.
O Início
O
marco inicial ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polónia. De imediato, a
França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de
alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos : Aliados
(liderados por Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos) e Eixo (Alemanha, Itália e Japão
).
Desenvolvimento e Fatos Históricos Importantes:
-
O período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas
forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia,
Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no
norte da África. O Japão anexou a
Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e territórios da Líbia.
-
Em 1941 o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano
Pacífico (Havaí).
Após este fato, considerado uma traição pelos norte-americanos, os Estados
Unidos entraram no conflito ao lado das forças aliadas.
-
De 1941 a 1945 ocorreram as derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas
pelos alemães no rigoroso inverno russo. Neste período, ocorre uma regressão das
forças do Eixo que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força
nas frentes de batalhas.
-
O Brasil participa diretamente, enviando para a Itália (região de Monte Cassino)
os pracinhas da FEB, Força Expedicionária Brasileira. Os cerca de 25 mil
soldados brasileiros conquistam a região, somando uma importante vitória ao lado
dos Aliados.
|
A partir de 1943, os exércitos aliados
foram recuperando território passo a passo. Os Soviéticos obrigaram os Alemãs a
retroceder e os Norte-americanos ocuparam parte da Itália. Em Junho de 1944, os
Aliados efectuaram um espectacular desembarque nas praias da Normandia. O
exército alemão não conseguiu responder ao ataque combinado e teve de
retroceder.
|
Final e Consequências
Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945
com a rendição da Alemanha e Itália.
A derrota do Eixo
Apesar da evidente superioridade militar aliada, as tropas alemãs resistiram durante meses. A 30 de Abril de 1945, Hitler suicidou-se. A 7 de Maio, o seu sucessor, o almirante Donitz, assinou a capitulação alemã. A 14 de Agosto, o imperador do Japão rendeu-se incondicionalmente
O Japão, último país a assinar o tratado de
rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas
atómicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki. Uma ação desnecessária que
provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro
de destruição nestas cidades.
Bomba Atómica explode na cidade japonesa de Hiroshima
Os prejuízos foram enormes, principalmente para os países
derrotados. Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e
zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. O racismo esteve presente e
deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazis mandaram
para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de
judeus.
Com o final do conflito, em 1945, foi criada a ONU ( Organização
das Nações Unidas ), cujo objetivo principal seria a manutenção da paz entre as
nações. Inicia-se também um período conhecido como Guerra Fria, colocando agora,
em lados opostos, Estados Unidos e União Soviética. Uma disputa geopolítica entre
o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético,
onde ambos países buscavam ampliar suas áreas de influência sem entrar em
conflitos armados.
Sabias?
-
O dia 8 de maio é o Dia Mundial em memória dos que morreram durante a Segunda
Guerra Mundial.
Manuel António Pina ( O gato das Letras ) 1943 / 2012
"As nossas lágrimas folheiam os teus livros"
( Francisco José Viegas - Secretário de Estado da Cultura)
O escritor que nasceu, em 1943, no Sabugal, na Beira Alta, vivia no Porto desde os 17 anos numa casa com muitos gatos, que lhe davam material de sobra para os poemas. Conta-se, e foi relatado no “JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias” em 2001, que durante a visita a uma exposição de retratos de escritores portugueses na Feira do Livro de Frankfurt, Helmut Kohl terá parado em frente da fotografia de Manuel António Pina e de um gato e perguntado quem era o escritor. Responderam-lhe que era “o do bigode”. E o chanceler terá dito: “Bigodes têm os dois”.
"Pina não gosta de festas ou da vida social, é bicho de afectos domésticos, talvez pelo nomadismo a que foi obrigado durante a infância, fruto da profissão paterna. Por ser funcionário das Finanças, o pai não podia ficar mais de seis anos em cada terra.
Por isso, não gosta de sair do lar, do círculo de amigos, do café habitual. «Viajar é perder amigos», diz sem hesitação... Com alma de solitário, começou a escrever para espantar os medos, ainda antes de se fixar, finalmente, num lugar, e foi só aos 17 anos, no Porto. Começou com uns versinhos em dísticos, ainda criança, para vencer um medo muito concreto, de uma trovoada."
"A alegria da viagem é o regresso a casa."
Foi só depois do nascimento das suas filhas, a Sara em 1970 e a Ana em 1974, que começou a escrever literatura infantil. Em 1988 recebeu o Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) pelo conjunto da sua obra neste domínio
Foi galardoado em 2011 com o importante Prémio Camões, e a sua vasta obra é fundamentalmente constituída por poesia e literatura infantil, sendo também autor de inúmeras peças de teatro e de livros de ficção e de crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e televisão e editadas também em disco.
Prémio Camões que lhe foi atribuído em 2011, Manuel António Pina foi distinguido ao longo da sua longa carreira literária e jornalística com inúmeros prémios, nomeadamente o Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (1978) ; Prémio Gulbenkian (1987); Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas (1993); Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários" (2002); Prémio de poesia Luís Miguel Nava (2003) e Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (2005).A sua obra está traduzida em França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
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1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil)
1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é
apenas um pouco tarde" (poesia)
1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil)
1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil)
1978 - Aquele que quer morrer (poesia)
1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia)
1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia)
1983 - "Os dois ladrões" (teatro)
1984 - "Nenhum sítio" (poesia)
1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil)
1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil)
1986 - Os piratas(ficção)
1989 - "O caminho de casa" (poesia)
1987 - "O inventão" (teatro)
1991 - "Um sítio onde pousar a cabeça" (poesia)
1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia)
1993 - "Farewell happy fields" (poesia)
1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil)
1994 - "Cuidados intensivos" (poesia)
1994 - "O anacronista" (crónica)
1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil)
1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro)
1999 - "Nenhuma palavra, nenhuma lembrança" (poesia)
1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil)
2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia)
2001 - "A noite" (teatro)
2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil)
2002 - "Poesia reunida" (poesia)
2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro)
2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica)
2003 - Os livros (poesia)
2003 - "Os papéis de K." (ficção)
2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil)
2005 - "Queres Bordalo?" (ficção)
2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso " por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil)
2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas)
2008 - "Gatos" (poesia)
2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro)
1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil)
1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil)
1978 - Aquele que quer morrer (poesia)
1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia)
1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia)
1983 - "Os dois ladrões" (teatro)
1984 - "Nenhum sítio" (poesia)
1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil)
1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil)
1986 - Os piratas(ficção)
1989 - "O caminho de casa" (poesia)
1987 - "O inventão" (teatro)
1991 - "Um sítio onde pousar a cabeça" (poesia)
1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia)
1993 - "Farewell happy fields" (poesia)
1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil)
1994 - "Cuidados intensivos" (poesia)
1994 - "O anacronista" (crónica)
1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil)
1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro)
1999 - "Nenhuma palavra, nenhuma lembrança" (poesia)
1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil)
2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia)
2001 - "A noite" (teatro)
2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil)
2002 - "Poesia reunida" (poesia)
2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro)
2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica)
2003 - Os livros (poesia)
2003 - "Os papéis de K." (ficção)
2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil)
2005 - "Queres Bordalo?" (ficção)
2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso " por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil)
2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas)
2008 - "Gatos" (poesia)
2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro)
Links para as entrevistas ao Público / Visão em 2009 :
http://www.publico.pt/Cultura/entrevista-toda-a-verdade-sobre-os-gatos-o-cao-o-pooh-e-o-pina_1493879?p=8
http://visao.sapo.pt/entrevista-a-manuel-antonio-pina=f692243
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