Bandeira da República Portuguesa

Bandeira da República Portuguesa
Bandeira da República Portuguesa desde 30 de Junho de 1911 ( menos de um ano após a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 )
Mostrar mensagens com a etiqueta incentivo à leitura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta incentivo à leitura. Mostrar todas as mensagens

2012/06/17

Clube dos contadores de histórias

Clica na imagem e abrirás um site - CLUBE DE CONTADORES DE HISTÓRIAS.
Lê estas interessantes histórias, de autores variados, sobre a importância dos valores humanos ( morais e sociais) que, cada vez mais, parece estarem esquecidos...e é URGENTE preservar .
Espero que gostes!

2012/02/03

Os Bichos - Personagens do livro


Título: “Bichos”.
Livro escrito no ano de 1940.

A ideia principal deste livro centra-se numa contradição entre a vida e a cultura de uma sociedade, através da apresentação de animais com sentir humano e vice-versa.


Cada capítulo desta obra possui um diferente protagonista.

 Nero: pequeno cão que, enquanto pequeno, era adorado e querido por todos;

           mal cresceu, nunca mais ninguém quis saber da sua existência e acabou
            por morrer de solidão.

 Mago: gato ao qual uma senhora roubou a liberdade ; consequência: desdém

            por parte dos seus antigos amigos .

 Madalena: humana grávida que, farta da vida que tinha, tentou fugir da sua

                  aldeia, acabando por abortar pelo caminho.

 Morgado: burro de carga que, quando ficou velho, perdeu grande parte da sua

                 força e rapidez , tendo, por essse motivo, sido abandonado.

 Bambo: sapo charmoso que se achava muito entendedor da vida.

 Tenório: galo que, enquanto jovem, cantava bem e era admirado por todos;

                na velhice - serviu de jantar!

 Jesus: menino que roubou um pintassilgo do seu ninho e ficou com ele.

 Cegarrega: formiga temerosa do Inverno.

 Ladino: pardal manhoso e matulão, mas que, inicialmente, tivera medo de

              voar.

 Ramiro: cordeiro que mata a ovelha amada, despropositadamente.

 Farrusco: melro vivente de dias agitados, mas que, mal se aproximava o

                 lusco-fusco, adormecia de imediato.

 Miura: mais um touro protagonista da desgraçada morte, que esta raça animal

            sofre nas touradas.

 Senhor Nicolau: homem que coleccionava, estudava e embalssamava

                            insectos; já em criança os adorava.

 Vicente: corvo que conseguiu alcançar a liberdade.



Depois desta apresentação de cada personagem deste livro, prentendo, agora, dar a conhecer a minha opinião sobre esta excelente obra de Miguel Torga.
A verdade é que, quando comecei a ler este livro, logo desde início, gostei, mas pensava para mim: “Então, mas o livro é mesmo assim? Vou  ler cento e tal páginas... breves história de diferentes animais,  com que finalidade ou objectivo? Sempre com enorme interesse, continuei a ler o livro e quando cheguei ao último capítulo (“Vicente”), percebi finalmente toda esta obra.
(...) pensemos no capítulo intitulado “Jesus”. Como já referi anteriormente, neste capítulo lê-se a história de um menino, de nome Jesus,  que rouba um pintassilgo do seu ninho, para ficar com ele. Se Deus criou o mundo, era suposto os animais serem todos livres e usufruírem dessa mesma liberdade. Porém, o menino, de nome Jesus, cometeu um terrível erro .  A liberdade dos animais acabou no preciso momento em que um deles é retirado do seu habitat, por esta criança, que representando o ser humano se sente superior aos outros seres


Nair Santos Pereira, Ter 14 Nov 2006 (adaptado)
"Vertentes"
Deslizando nas Vertentes da Língua Portuguesa

2012/01/26

Biblioteca Digital


Bem-vindo à Biblioteca Digital Lourenço Dinis, especializada em Literatura Infanto-Juvenil. Aqui podes consultar novidades, ler ebooks grátis e livros digitais, pesquisar livros, partilhar comentários e opiniões sobre livros. Aventura-te connosco!

Clica na imagem para ter acesso a esta biblioteca.
Faz a tua pesquisa e nem imaginas o que vais descobrir... Muitas e muitas propostas de leitura que te vão agradar,  tenho a certeza.
Depois me contarás !

2012/01/16

O Romance da Raposa

Com este livro, regressamos às velhas histórias para miúdos (e, já agora, velhas histórias que não fazem mal nenhum aos graúdos). O Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro, agora em reedição. A iniciativa é da Bertrand Editora, e é bem meritória, assinale-se, pois recupera as ilustrações originais (a cores) de Benjamin Rabier; recorde-se que a partir dos anos 60, as ilustrações usadas nas sucessivas edições passaram a ser a preto e branco.
Em O Romance da Raposa o que se conta é a vida aventurosa de uma raposa chamada Salta-Pocinhas. Começa assim:
«Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas - raposeta matreira, fagueira, lambisqueira - corria os bosques, farejando, batendo mato, sem conseguir deitar a unha a outra caça além de uns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um sonhinho descansado. Desesperada de tão pouca sorte, vinham-lhe tentações de tornar para casa dos pais, onde, embora subterrânea, a cama era mais quente e segura que em castelo de rei, e onde nunca faltava galinha, quando não fosse fresca, de conserva, ou então coelho bravo, acabado de degolar.»


Vai à Biblioteca da tua escola e procura este livro.
Farás uma excelente escolha !

2012/01/01

Constantino, guardador de vacas e de sonhos "

"Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos"                               Alves Redol


Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos é um livrinho ingénuo, puro, transparente, apaixonado. Alves Redol, um dos maiores vultos da literatura portuguesa do século XX apresenta-nos aqui um dos exemplares mais puros do neo-realismo português, no seu estado mais puro e naif. *


Constantino é um menino como qualquer outro. Frequenta a escola primária, é inteligente mas prefere contar ninhos em vez de saber de cor os afluentes do Mondego ou do Guadiana. O único afluente que lhe interessa é o Trancão, que no seu sonho o levará ao Tejo e ao grande Mar. Constantino guarda vacas como quem guarda sonhos, transportando-os numa alma risonha que encara o futuro com aquela nuvem de sonhos que só a infância nos pode oferecer.

Para quem, como eu, cresceu no campo, ler este livrinho é uma bela viagem à infância; ou melhor, ao que de mais belo tem a infância no campo: os ninhos que se contam e cujo segredo se guarda como tesouro, o trepar às árvores como quem do alto vê o futuro, as aventuras no rio onde se aprende a nadar à custa de sustos e goladas de água, as travessuras nos quintais e, acima de tudo, aquele viver irmanado com a natureza, com os pássaros, as plantas, os animais domésticos, etc.

Nem a impiedosa palmatória, nem as más condições da vida no campo, impediam Constantino de ser feliz. Porquê? Porque ele tinha um sonho. Não interessa se o realizou; não interessa sequer se era realizável; o importante é que o guardou. Assim, por detrás de uma narrativa aparentemente ingénua, Alves Redol transmite-nos uma mensagem que devemos reter e recordar sempre: o sonho é que nos guia; o sonho é que nos faz viver.

Em resumo, um livrinho imperdível, de leitura muito agradável, numa linguagem simples do povo que somos nós; um testemunho cristalino das raízes mais profundas de onde todos nascemos: da terra-mãe.
PS: * procura o significado desta palavra no dicionário digital PRIBERAM, colocado num post lateral / gadget deste blogue.

(Artigo retirado do site: http://aminhaestante.blogspot.com/2010/09/constantino-guardador-de-vacas-e-de.html )
Clicando nesta imagem , terás acesso à página da Wikipédia relativa a este autor e sua obra.
NÃO PERCAS !

" A vida mágica da Sementinha"

Este magnífico conto de Alves Redol  faz parte da seleção LER+ e conta-nos de uma forma extraordinariamente bela a história do TRIGO. vai à Biblioteca da tua escola e requisita este livro. Se começares a ler...não vais conseguir parar !
Se clicares na imagem, acederás a um sítio  que te permitirá conhecer outros links e obteres um guião de leitura.
Como lá se diz: "(...) nesta história - " a Vida Mágica da Sementinha" - as aventuras desta personagem lírica e poética, numa linguagem fascinante, envolvida de lirismo *  encanta as crianças de todas as idades.
Vai à Biblioteca da tua escola requisitar este livro, antes que seja tarde !


PS: * procura o significado desta palavra no dicionário dugital PRIBERAN, colocado num post lateral deste blogue.

2011/11/24

História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar - Luís Sepulveda

E, de novo, os gatos...
Este foi incumbido de uma difícil missão. Prometeu e cumpriu...
E teve a sua recompensa !

E para te aliciar a ler este livro que faz parte do PNL - LER + - vou transcrever apenas um pequeno extrato:

"Era uma vez uma gaivota que foi apanhada por uma mare negra.
Ela tentou voar mas não conseguiu e foi parar a um telhado onde estava um gato chamado Zorbas.(...)"

Cabe-te a ti desvendar o que aconteceu...
Um livro é sempre uma boa companhia! Boa viagem pelo tempo em que os animais falavam...e se ajudavam.




O gato Malhado e a Andorinha Sinhá - Jorge Amado

E, já que estamos falando de gatos, por que não desafiar-te a ir à Biblioteca da nosssa Escola, requisitar e aventurar-te a ler uma das mais belas histórias de amor... Amor, sim...entre um gato vadio e malhado e uma linda Andorinha de nome, Sinhá?
Estranho, na verdade...Todos também assim pensavam.
E tu que pensas? Também te parece um amor impossível?
Haverá impossíveis quando no mundo reinar a compreensão, a tolerância e acabarem os preconceitos?
Verás...veremos, depois de ler este livro.
Não é de leitura obrigatória para já...podes deixá-lo para mais tarde, mas não te esqueças de o colocar na tua lista de prioridades !

NOTA: Quando Jorge Amado escreveu este romance, estava a pensar como prenda de anos para o seu filho mais velho, João, quando completava um ano de idade. Estava, então, exilado em Paris, em 1948, devido às circunstâncias da sua vida.

O mundo só vai prestar
Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha”

Jorge Amado buscou, num poeta popular da sua terra, a fábula do romance contado em verso.