Bandeira da República Portuguesa

Bandeira da República Portuguesa
Bandeira da República Portuguesa desde 30 de Junho de 1911 ( menos de um ano após a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 )

2012/01/16

Bio Bibliografia de AQUILINO RIBEIRO

Carregal em 13.10-1885 / Lisboa 27-05-1963

"Alcança quem não cansa" diz o ex-libris de Aquilino Ribeiro.
Aquilino Ribeiro nasceu em Carregal do Tabosa, concelho de Sernancelhe, Beira Alta, a 13 de Setembro de 1885.

Aos dez anos, vai residir com os pais para Soutosa, onde faz a instrução primária. Muda-se depois para Lamego e Viseu, onde chega a frequentar o seminário ( 1902 -1904), abandonando-o por falta de vocação.
Em 1906 muda-se para Lisboa e, em pleno período de agitação republicana, começa a escrever os primeiros artigos em jornais.
Em 1907, devido à explosão de uma bomba, é preso. Consegue evadir-se e, entre 1908 e 1914, divide a sua residência entre Paris e Berlim.
Entre 1910 e 1914 , estudou na Sorbonne, em Paris.
Em 1914, com a eclosão da I Grande Guerra, volta a Portugal.
Em 1918 publica o primeiro romance, "A Vida Sinuosa", que dedica à memória do seu pai, Joaquim Francisco Ribeiro.
A convite de Raul Proença, entra em 1919 para a Biblioteca Nacional onde exerceu o cargo de Conservador .
Ensinou no Liceu Camões.
Contribuiu para a fundação da "Seara Nova", fazendo parte do seu Corpo Directivo.
Grupo da "Seara Nova " da esquerda para a direita.
De pé : Teixeira de Vasconcelos,Raúl Proença e Câmara Reis
Sentados: Jaime Cortesão,AQUILINO RIBEIRO e Raúl Brandão
Envolvido em revoltas contra a ditadura militar, no Porto e em Viseu, exila-se por duas (1927 e 1928) vezes em Paris, onde casa pela segunda vez (a primeira mulher falecera).
Escreveu romances, novelas, contos, biografias, crónicas, evocações históricas, crítica literária, ficção, teatro, literatura infantil, páginas de polémica, etc... É considerado um dos Escritores mais representativos das Letras Portuguesas. Entre as suas obras, contam-se "Terras do Demo"  (1919); " O Romance da Raposa " ( 1924); "Andam Faunos pelo Bosque " (1926); entre outras obras...Envolvido em revoltas contra a ditadura militar, no Porto e em Viseu, exila-se por duas (1927 e 1928) vezes em Paris, onde casa pela segunda vez (a primeira mulher falecera).
Em 1932 fixa residência na Cruz Quebrada.
A partir de 1935 o seu labor literário torna-se mais fecundo: "Volfrâmio" (1944), "O Arcanjo Negro" (1947), "O Malhadinhas" (1949), "A Casa Grande de Romarigães" (1957), "Quando os Lobos Uivam" (1958). Este último é apreendido pela censura e pretexto para um processo em tribunal.
Entretanto, viaja pelo Brasil, Londres, Paris.
A sua vasta obra abrange 69 livros publicados em vida e um numeroso e surpreendente espólio ainda inédito .
Em 1963, durante as comemorações do 50° aniversário do seu primeiro livro, promovidas pela Sociedade Portuguesa de Escritores, então presidida por Ferreira de Castro, adoece inesperadamente.
Morre a 7 de Maio de 1963, no Hospital da CUF, com 78 anos.
Mestre Aquilino é considerado o maior prosador Português do Século XX, sendo uma das mais características personalidades da Literatura Portuguesa de todos os tempos.

Na opinião dos outros , dir-se-á de Aquilino:

"É um inimigo do Regime. Dir-lhe-á mal de mim, mas não importa: é um grande escritor."
António de Oliveira Salazar *

"Conheci Aquilino Ribeiro, de quem me prezo de ter sido amigo e de quem continuo, cada vez mais, com o passar dos anos e as sucessivas leituras, rendido admirador."


Mário Soares

Nota: Este trabalho contou com a colaboração de alguns alunos do 5A - Carlota, Inês, José, Leonor, Raquel e Rita. 






* Instituidor do Estado Novo (1933-1974) e da sua organização política de suporte, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968. Os autoritarismos que surgiam na Europa foram amplamente experienciados por Salazar em duas frentes complementares: a propaganda e a repressão.
Com a criação da Censura, da organização de tempos livres dos trabalhadores FNAT, da Mocidade Portuguesa, masculina e feminina, o Estado Novo procurava assegurar a doutrinação de largas massas da população portuguesa, enquanto que a polícia política (PVDE, posteriormente PIDE, a partir de 1945), em conjunto com a Legião Portuguesa, combatiam severa , cruel e desumanamente os opositores ao regime ditatorial (...)

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